Brasil tem 25% dos trabalhadores formais atuando em empresas terceirizadas

Brasil tem 25% dos trabalhadores formais atuando em empresas terceirizadas

Brasil tem 25% dos trabalhadores formais atuando em empresas terceirizadas

A terceirização se tornou prática comum entre empresas de variados ramos e tamanhos, sendo que as áreas que mais são destinadas a esse regime de trabalho são segurança, portaria, recepção, limpeza, transporte, logística e contabilidade. O mercado tem crescido francamente desde os anos 90.
 
Terceirizar significa, basicamente, entregar a outra empresa alguns setores que não são foco do negócio. A empresa terceirizada fica responsável pela seleção, admissão, treinamentos e acompanhamentos daqueles setores. Responsabilidades jurídicas e trabalhistas ficam, quase integralmente, com a empresa contratada.
 
O sistema de terceirização tem avançado a passos largos no Brasil. São Paulo, o estado com maior número de empresas que oferecem mão de obra terceirizada, viu seu número de trabalhadores deste setor passar de 110 mil em 1995 para 700 mil em 2010, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
 
A título de comparação, em 20 anos, de 1985 até 2005, o número geral de postos de trabalho formais no Brasil cresceu 1,4 vez, enquanto o número de trabalhadores terceirizados cresceu sete vezes. Neste mesmo período, o número de empresas de terceirização passou de 257 para 6.308. Hoje, são quase 50 milhões de trabalhadores formais no país, sendo que 12 milhões são terceirizados e custam, em média, 27% a menos que a média geral do mercado.
 
Nos EUA e na Europa, o número de trabalhadores terceirizados chega a 60% e 90%, respectivamente. De volta ao Brasil, mais de dois terços das indústrias contrataram serviços terceirizados nos últimos três anos, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria. Montagem e manutenção de equipamentos, logística e segurança são os serviços mais terceirizados na indústria e 84% das empresas do setor pretendem manter ou aumentar o seu uso nos próximos anos.
 
Aqui, as terceirizações são limitadas por causa da lei, que permite somente a terceirização de atividades-meio, ou seja, aquelas que não estão diretamente envolvidas com a principal atividade econômica da empresa. No entanto, um projeto está em debate na Câmara Federal para estender essa forma de organização do trabalho também para as atividades-fim, ou seja, aquela que é o foco do negócio.

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