As crises como etapas da evolução do empreendimento

As crises como etapas da evolução do empreendimento

As crises como etapas da evolução do empreendimento

As crises são momentos absolutamente necessários na vida de uma pessoa e evitá-las significa bloquear o amadurecimento. Por elas passamos quando deixamos de sermos crianças para entrar na fase adolescente e, depois, nos tornamos adultos. Isso envolve novas responsabilidades e desapego a coisas que nos eram muito caras em momentos anteriores.
 
O empreendedor, além de suas crises existenciais como ser humano, passa por momentos profundos de dúvidas sobre sua vida profissional. São frequentes na fase inicial de um negócio dúvidas como “será que sou capaz de criar e desenvolver uma empresa?”. Posteriormente, a questão será se terá condições de fazer o negócio decolar. Mesmo quando a empresa vingar as crises não deixarão de existir. Questionamentos como “será que não teria mais êxito sendo executivo em outra empresa da área?” são comuns.
 
As empresas também passam por esses processos de crise e amadurecimento e é necessário que o empreendedor esteja ciente deles para não achar que são sintomas do “fim dos tempos” para os seus negócios, mas sim a possibilidade de passar a uma etapa mais complexa.
 
No começo, a preocupação da empresa é pela sobrevivência. O negócio é ainda muito baseado em controles informais e as finanças empresariais e pessoais do dono acabam se confundindo. O número de profissionais é pouco e o empreendedor acumula tarefas. O ponto de virada desse momento para o seguinte será a crise da falta de liderança. Será necessário, mesmo que a contragosto, delegar funções e descentralizar o poder.
 
Na etapa seguinte, o empreendedor terá a sensação de que é cada vez menos dono do seu negócio, exatamente por essa distribuição de poder, mas também pela entrada de capital externo, empréstimos necessários para fazer o negócio crescer. É o momento da formalização mais acentuada do empreendimento.
 
Financiamentos impõem a necessidade de concretizar o crescimento da empresa. Os gerentes passam a tomar decisões estratégicas e a figura do empreendedor deixa de ser decisiva em algumas situações. A crise do momento é o empresário saber lidar com o fato de que a sua criação cresceu e que tomará rumos nem sempre definidos por ele. O filho está saindo de casa.
 
Na fase de maturidade de recursos, a estratégia será a de melhorar o retorno sobre os investimentos. A empresa já se dividiu em equipes e essa é a fase em que será definida sua longevidade. O desafio agora será evoluir sem se distanciar das origens, levando o ideal empreendedor para dentro da empresa e para gerentes e colaboradores.
 
Essas etapas de crises e evoluções são intrínsecas ao mundo dos negócios. Embora algumas crises sejam irreversíveis e requeiram mudanças absolutas de direção, boa parte delas são contornadas e trazem evolução aos negócios. É o caso de se estar atento ao mercado e aos processos internos da empresa.

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